Como é morar no Morro da Penha
A primeira surpresa de quem chega é que as ruas do Morro da Penha quase não têm nome próprio: são a Rua Um, a Rua Dois e assim por diante, até a Rua Quinze, com poucas exceções como a Rua Therezinha de Jesus Pimentel. O bairro ocupa cerca de 0,21 km² entre os morros do Saboó e do Pacheco, em frente ao Cemitério da Filosofia, e abriga pouco mais de 2.300 moradores (Censo 2022). A ocupação começou no antigo Sítio da Penha, documentado desde 1810, quando Ana Maria das Neves doou a área à filha Ana Cardoso de Menezes; mais tarde ela passou às mãos do Capitão Antônio Martins dos Santos, provedor da Santa Casa de Santos. Os primeiros a subir o morro foram portugueses, que deixaram os chalés de madeira, e depois vieram famílias nordestinas. Em 1955 os moradores fundaram a Sociedade de Melhoramentos do Morro da Penha, e até hoje o lugar guarda o tom de comunidade pequena, com casas de família e lendas como a do homem da capa preta que andava pelas ladeiras à noite.